O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na quarta-feira (28), três mulheres pelo crime de homicídio triplamente qualificado. O trio é acusado de agredir Ketelen Vitoria Oliveira da Rocha, 6 anos, que morreu no último sábado (25) após cinco dias internada devido às agressões.

Para a Promotoria de Justiça de Porto Real, onde ocorreu o crime, as responsáveis pelo crime são:

  • Gilmara Oliveira de Farias, mãe de Ketelen;
  • Brena Luane Barbosa Nunes, namorada de Gilmara e madrasta de Ketelen;
  • Rosangela Nunes, mãe de Brena.

A denúncia diz que Gilmara e Brena, que são namoradas, agrediram Ketelen com socos, chutes, arremessos contra a parede, pisões e chicotadas. A criança chegou a ser jogada de um barranco de sete metros de altura.

O crime ocorreu na casa de Rosangela, mãe de Brena. Para o MP, a mulher contribuiu para o crime, já que “se omitiu quando deveria agir contra as agressões”. Além disso, ela teria mentido em depoimento, criando uma versão de que a criança teria se ferido com uma estaca.

 

Rosangela foi presa na quarta (28), enquanto o casal Gilmara e Brena já estava preso desde segunda (26).

Morte

Ketelen morreu na madrugada de sábado (25), após ficar cinco dias internada. A criança foi internada em um hospital municipal, mas precisou ser transferida a uma unidade particular. O quadro era de politraumatismo e coma arreflexo, apresentando múltiplas lesões corporais agudas e crônicas.

Por volta de 3h30 do sábado, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Nos últimos dias, a polícia efetuou algumas oitivas importantes para as investigações do inquérito. Além das agressoras, e a mãe da madrasta, vizinhos também prestaram depoimento na 100ª DP.
De acordo com informações do jornal “Folha de S. Paulo”, dois vizinhos relataram à polícia, que quando os episódios de violência eram praticados na residência onde Brena e Gilmara viviam com a criança, as agressoras aumentavam o som no último volume.
As testemunhas ainda contaram que, Brena costumava ser violenta e xingava, quando ouvia reclamações sobre o barulho. Os depoentes relataram não saber que uma criança morava na casa.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcelo Nunes, Rosangela não participou da sessão de tortura contra a vítima e alegou que era coagida pela filha. A dona de casa relatou em seu depoimento que foi vítima de agressões da própria filha, não a denunciando por medo.
Sepultamento
O corpo de Ketelen foi sepultado na tarde de domingo (25), em Japeri, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A cerimônia foi restrita aos familiares. O pai da criança se mostrou bastante abalado pela perda e perplexo pelo envolvimento da ex-companheira na ação criminosa.
Com informações i7news e Jornal de Brasília
Facebook Comments