Começou às 9h05 desta quinta-feira (19) o júri de Ueliton Aparecido da Silva, de 35 anos, acusado de matar a pauladas a professora e ex-companheira, Joselita Félix, em março deste ano. O julgamento acontece no Fórum da região central de Porto Velho.

O Tribunal do Júri é formado por quatro mulheres e três homens. A acusação é realizada pelo promotor Marcelo Lincoln Guidio.

O pai da Joselita, Francisco Félix, é a primeira testemunha a ser ouvida pelos jurados. O idoso que também foi atacado pelo réu no dia do crime, quando tentou defender a filha de Ueliton.

Aglomeração

Desde o início da manhã, dezenas de pessoas se aglomeraram nos corredores do Fórum para garantir vaga dentro do plenário.

Assim que iniciou o julgamento, a sessão do júri foi interrompida para a troca de plenário, pois o espaço não comportou a quantidade de público presente. Porém o sistema de gravação audiovisual do plenário grande não funcionou e o grupo foi novamente remanejado à sala pequena.

Feminicídio

Joselita foi morta pelo ex-marido em março, em Candeias do Jamari, após ter a casa invadida por Ueliton Aparecido Silva, em Candeias do Jamari. O ex-marido foi preso logo depois do crime.

O pai da educadora, Francisco Félix, estava em casa e presenciou o ataque. O idoso tentou salvar a filha e segurar o suspeito, mas também foi atacado a pauladas. Ele ficou internado e, dias depois, recebeu alta e foi informado da morte da filha.

Ueliton foi acusado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) de tentativa de homicídio e feminicídio. A vítima e o acusado ficaram juntos cerca de 3 anos.

Sala de aula

Aos 47 anos, Joselita era servidora municipal de Porto Velho, mas atualmente morava em Candeias do Jamari para cuidar dos pais, um casal de idosos.

Joselita Félix era graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Rondônia desde 1992 e também tinha bacharel em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (2007).

Fonte: G1

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