CARNAVAL – Escolas de samba vão desfilar no Parque dos Tanques nos dias 26 e 28 de fevereiro

 O período momesco do município de Porto Velho, em conformidade ao Decreto Municipal Nº 14.08915, inicia-se no dia 22 de janeiro e se encerra no dia 29 de fevereiro. O mesmo decreto institui os direitos e deveres das instituições que estarão envolvidas com as manifestações nos locais públicos. Por parte da municipalidade, a Fundação Cultural do Município (Funcultural) está à frente dos processos, embora diversos segmentos se envolvam também de maneira direta com o Carnaval 2016.

O calendário das atividades não depende exatamente da Prefeitura, mas principalmente de blocos e escolas de samba que se reúnem para definir e apresentar a programação. “Pegamos o calendário e vamos aos órgãos municipais e demais segmentos externos, como Polícia Militar (PM), Bombeiros e outros, a fim de licenciar os eventos. O carnaval não acontece sem a participação da PM, de ambulâncias para atendimentos de emergência e de muitos outros dispositivos públicos. A respeito da programação, já realizamos nossa parte, agora aguardamos a liberação, que deve acontecer amanhã, quando divulgaremos para toda a imprensa”, explicou Rafael Altomar, vice-presidente da Funcultural.

Neste ano as escolas de samba não vão desfilar em via pública. O desfile foi transferido para o Parque dos Tanques, onde aconteceram a Portoagro e a festa Flor do Maracujá. O Governo do Estado fornecerá a infraestrutura e a Funcultural o aporte financeiro para indumentárias, carros alegóricos e demais apetrechos necessários. Dentre as sete escolas que irão desfilar, as quatro do Grupo Especial receberão cerca de R$ 115 mil cada, enquanto que as três do Grupo de Acesso receberão cerca de R$ 62 mil cada.

 Altomar adiantou que os desfiles acontecerão de 26 a 28 de fevereiro. No dia 26 desfilarão as escolas do Grupo de Acesso, no dia 27 as do Grupo Especial e no dia 28 sairá o resultado dos desfiles. A estrutura do local contará com sonorização, camarotes, arquibancadas e outros elementos disponibilizados pelo Governo do Estado. A passarela contará com cerca de trezentos metros para os desfiles, com duzentos e cinquenta metros de arquibancada, dos dois lados da pista, com dez degraus. Também haverá camarotes. É esperada a participação de grande multidão. “A Federação das Escolas de Samba já aprovou o local e diversos detalhes foram observados pelos representantes das escolas. Assim, todos estão em concordância com as mudanças”, observou o vice-presidente.

A Funcultural iniciou o clima carnavalesco desde o ano passado, quando junto ao Arrastão de São João as escolas de samba foram convidadas a participarem como expressões da cultura popular. Também na festa da passagem de ano as escolas e a Banda do Vai Quem Quer anteciparam um pouco do que deve ser vivenciado no próximo carnaval. Aos sábados, vêm acontecendo no Mercado Cultural os ensaios do Galo da Meia Noite. O Bloco Mistura Fina saiu no dia 31 de dezembro e todas essas coisas têm contado com o apoio da Funcultural. “Os carnavais dos anos anteriores não aconteceram como gostaríamos. Neste ano, porém, a folia vai tomar conta de Porto Velho. Nosso maior pesar foi os três anos anteriores sem as escolas de samba. Isso aconteceu por diversos motivos, mas não foi a Prefeitura que não quis realizar as atividades. Havia entidades que não podiam receber repasses públicos, em 2014 havia a expectativa de um grande carnaval que a enchente frustrou, em 2015 tivemos novamente dificuldades para realizar repasses, mas agora conseguimos solucionar essas coisas e as escolas poderão lavar a alma no samba. Esperamos um grande carnaval”, afirmou Rafael.

 Dezoito blocos atuarão em vinte e dois desfiles, a maioria na região central, mas acontecerão desfiles também na zona Sul e na zona Leste. Neste ano a Funcultural quer destacar alguns blocos de sujo tradicionais. “Queremos resgatar o carnaval tradicional, o carnaval dos blocos de sujos. Queremos também valorizar as marchinhas carnavalescas. Só o Bloco Galo da Meia Noite tem mais de sessenta marchinhas, a Banda do Vai Quem Quer tem outras cem, pelo menos. As marchinhas resgatam coisas da memória coletiva da cidade e, às vezes, falam também de assuntos polêmicos. È importante valorizar essas manifestações populares, resgatar as tradições do carnaval. Muitas vezes, vemos misturas com funk, arrocha, sertanejo. Quer dizer, não somos contra as inovações, mas achamos também importante apoiar o tradicional, para que essas coisas não se percam”, finalizou o vice-presidente.

Por Renato Menghi | Fotos: Arquivo Comdecom/Divulgação

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