Caixões vazios estão sendo enterrados no Amazonas? Saiba a verdade

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Publicações sobre caixões vazios que estariam sendo enterrados nos cemitérios de Manaus passaram a circular na internet nesta semana. O post amplamente divulgado nas redes sociais afirma que o ‘Jornal da Band’ teria feito uma reportagem mostrando caixões vazios sendo enterrados no Amazonas, com o intuito de causar pânico na população. Alguns posts vão mais longe, afirmando que tudo seria parte de um plano do PT para dominar o Brasil.

As postagens afirmam que os mortos pela Covid-19 no Amazonas – que é o Estado com a situação mais grave da pandemia no País – não existem. Um dos posts mostra a foto de coveiros carregando um caixão e questiona: “só duas pessoas para carregarem [sic] um caixão com um corpo dentro? Ou o caixão está vazio e só serviu para foto (manipulação do medo) ou esses dois coveiros possuem uma força acima da média.”.

Pois bem: a informação foi desmentida pela própria TV Band Amazonas, que informou via WhatsApp à Lupa, agência de verificação de fatos veiculada na Folha de São Paulo, que não publicou nada sobre caixões vazios. Pelo contrário, mostrou em seus telejornais as valas comuns que estavam sendo abertas nos cemitérios para dar conta da quantidade de corpos: “Fizemos uma reportagem sobre valas comuns que estavam sendo feitas pela prefeitura para enterrar vítimas de Covid-19. (…) Mas não [fizemos] texto nem narração falando de caixões vazios”.

TV Bandeirantes nacional também se pronunciou, confirmando que as informações divulgadas na internet sobre reportagem da emissora se tratam de fake news“A Band não exibiu nenhuma reportagem sobre enterros com caixões vazios”. 

Conforme a Prefeitura de Manaus, a cidade vem enterrando em média 100 pessoas por dia na capital, o triplo do que acontecia antes da pandemia do novo coronavírus.

Há inclusive imagens verídicas de pessoas corpos dividindo espaço com doentes internados em um hospital de Manaus; vídeos de carros chegando com mortos por Covid-19 no cemitério; de pacientes usando respiradores improvisados de saco plástico em um hospital de Manaus; de cadáveres sendo identidades trocadas por conta do alto volume de mortes; familiares assistindo aos enterros de seus parentes em valas comuns, além de vídeos de famílias sofrendo em frente aos cemitérios, tendo que ver os enterros de longe para manter a distância do corpos infectados.

Fonte: Portal do Holanda