O estado de São Paulo registrou a primeira morte por coronavírus no Brasil. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde nesta terça-feira (17). O paciente era homem, com 62 anos e tinha histórico de diabetes e hipertensão. Ele não tem histórico de viagem.

Existem, ainda, mais quatro outros óbitos no mesmo hospital, que ainda não se sabe o agente causador e está sendo investigada, segundo informações do Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip.

São Paulo é o estado com o maior número de casos da doença. Até o balanço da segunda-feira 16 eram 152 pacientes confirmados e mais de 1.000 suspeitos. Nesta tarde, haverá uma nova atualização e a tendência é que o número aumente.

Em entrevista mais cedo, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), lamentou a morte e destacou a gravidade da situação. “Isso mostra a gravidade dessa pandemia, que não é uma marolinha como muitos querem fazer crer.”

A capital paulista decretou estado de emergência em saúde. Isso significa que a prefeitura pode requisitar bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, com pagamento posterior de indenização justa e poderá adquirir bens e serviços destinados ao enfrentamento da emergência sem a necessidade de licitação.

Já o governo do estado decretou a suspensão gradual das aulas em escolas públicas e expandiu a recomendação para escolas particulares. Também estão proibidos os eventos com mais de 500 pessoas, para evitar aglomerações. Serão fechados por 30 dias museus, bibliotecas, teatros e cinemas.

O Ministério da Saúde orienta que a população fique em casa e só saia em caso de necessidade para diminuir a velocidade de contágio. O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 17, um pacote emergencial de 147 bilhões de reais para atenuar os efeitos do coronavírus na economia.

Fonte: Exame

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