O Brasil atingiu nesta quarta-feira (27) 411.821 diagnósticos da covid-19 com a confirmação de 20.599 novos casos entre ontem e hoje — em uma semana, foram contabilizados mais de 100 mil casos da doença. Nas últimas 24 horas, o país também teve 1.086 novas mortes pelo novo coronavírus, totalizando 25.598 óbitos desde o início da pandemia.

Os dados, apresentados pelo boletim mais recente do Ministério da Saúde, também apontam que 4.108 óbitos estão em investigação, sob suspeita de covid-19, e 219.576 casos seguem em acompanhamento. A pasta afirmou que 166.647 pessoas já se recuperaram da doença.

Doença mais do que quadruplicou em maio Em menos de um mês, o Brasil saltou de 91,6 mil casos para mais de 400 mil confirmações da covid. Mais da metade dos diagnósticos ocorreu nas duas últimas semanas. O país iniciou maio antes de ter atingido 100 mil casos: em 01/05, eram 91.604 infectados pela doença. Em 26 dias, pouco mais de três semanas, houve um aumento de 320.217 diagnósticos em todo o território nacional.

Confira, abaixo, as datas dos marcos negativos ao longo do mês:

01/05 – 91.604 casos e 6.354 mortes (início do mês)

03/05 – 101.227 casos e 7.044 mortes (país ultrapassa 100 mil casos)

14/05 – 202.918 casos e 13.993 mortes (país ultrapassa 200 mil casos)

21/05 – 310.087 casos e 20.047 mortes (país ultrapassa 300 mil casos)

27/05 – 411.821 casos e 25.598 mortes (país ultrapassa 400 mil casos).

A quantidade de diagnósticos de covid no país pode ser muito superior à apresentada pelo balanço oficial do governo. Ontem, em entrevista coletiva, o Ministério da Saúde afirmou ter analisado somente 9,6% dos 4,7 milhões de testes moleculares para detecção da doença obtidos pela pasta.

Isso reflete a dificuldade do país em aumentar a capacidade de testagem da população e ter real dimensão do alcance do novo coronavírus. Segundo a Saúde, os laboratórios públicos oficiais realizaram até ontem 460.102 testes moleculares de um total de 24 milhões de testes que haviam sido prometidos pelo governo para o combate à covid-19.

Apesar da baixa testagem, Eduardo Macário, secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, afirmou que o cronograma de exames segue “dentro da programação” da pasta.

“A estratégia de testagem está sendo finalizada com a incorporação de uma nova estratégia, de monitoramento dos contatos. Não basta apenas a gente testar em massa, a gente tem que testar e agir com inteligência”, declarou ele ontem.

Saúde não apresenta notificações só das últimas 24h A confirmação de óbitos e diagnósticos apresentada pelo governo entre um dia e outro não necessariamente ocorreu nas últimas 24 horas. O Ministério da Saúde explica que a fila de testes provoca atrasos nos registros feitos pelas secretarias. Com isso, muitas das ocorrências podem ser de outras datas.

O UOL já identificou atrasos de mais de 50 dias para a oficialização de mortes. Do total de óbitos divulgados pelo ministério hoje, 500 ocorreram nos últimos três dias.

Fonte: UOL

 

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