O presidente Jair Bolsonaro usou suas redes sociais neste sábado 25 para lembrar que apoiou o agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro durante a Vaza Jato, sinalizando que houve ingratidão por parte do ex-juiz ao divulgar conversas privadas entre os dois ao Jornal Nacional na sexta-feira 24.

Na postagem, Bolsonaro lembra que a Vaza Jato começou em junho de 2019 com “vazamentos sistemáticos de conversas de Sérgio Moro com membros do MPF”, que partidos políticos como PT e PDT pediram a prisão do então ministro e que, neste cenário, Bolsonaro o apoiou publicamente.

As conversas do ex-juiz da Lava Jato com autoridades do Ministéiro Público foram publicadas pelo site The Intercept Brasil, mostrando uma série de ilegalidades no âmbito da Operação Lava Jato.

Moro respondeu pelo Twitter, dizendo que também já defendeu o presidente inúmeras vezes (confira abaixo).

A postagem de Bolsonaro no Twitter veio após o ex-ministro apontar em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24) que Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade. “O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF”, disse.

Moro deixou o cargo após Bolsonaro exonerar Maurício Valeixo da Diretoria-Geral da Polícia Federal. Também não consultou o ex-juiz sobre a medida.

De acordo com as reportagens publicadas pelo Intercept, Moro atuava como uma espécie de “assistente de acusação”. Chegou, por exemplo, a questionar a capacidade de uma procuradora em interrogar o ex-presidente Lula, e sugeriu acréscimo de informação na denúncia contra um réu – Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro que tinha contratos com a Petrobrás.

Fonte: Brasil247

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