BLOG DO PLANALTO DESMENTE: DILMA NÃO CULPOU A BOLÍVIA PELAS CHEIAS NOS RIOS MADEIRA E ACRE

blogplanaçltA Secretaria de Imprensa da Presidência da República (SIP) vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:1. Não é verdadeira a afirmação de que a Presidenta da República tenha responsabilizado a Bolívia pelas cheias que estão castigando os estados do Acre e de Rondônia;2. Durante a visita que fez sábado (16) a Porto Velho para verificar de perto os estragos causados pelas chuvas e onde anunciou medidas Federais de ajuda àqueles dois estados, a Presidenta foi muita clara ao dizer que as cheias são resultados de um fenômeno climático que elevou, em muito, a quantidade de chuvas nas cabeceiras dos rios que cortam a região;

3. Em sua fala, a Presidenta disse: “ A avaliação nossa é que houve, de dezembro a fevereiro, um fenômeno em cima da Bolívia…mas o que ocorreu ali? Ocorreu uma imensa concentração de chuvas. Nós temos dados de 30 anos, de 30 anos. Nesses 30 anos, não houve nenhum momento, nenhuma situação tão grave quanto essa, em termos de precipitação pluviométrica num só lugar”;

4.Para deixar mais clara a sua fala, a Presidenta recorreu à uma fábula: “..E aí eu até disse aqui uma fábula, que vocês conhecem, a fábula do lobo e do cordeiro. O lobo, na parte de cima do rio, olhou para o cordeiro e disse: “Você está sujando a minha água”. O cordeiro respondeu: “Não estou, não, eu estou abaixo de você, no rio”. A mesma coisa é a Bolívia em relação ao Brasil. A Bolívia está acima do Brasil, em relação à água. Nós não temos essa quantidade de água devido a nós, mas devido ao fato que os rios que formam o Madeira se formam nos Andes, ou em regiões altas, se eu não me engano, o Madre de Dios e o Beni”;

5.Como se vê, a fala da Presidenta se ateve a fenômenos climáticos e não geo-políticos.

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

Na Bolívia, imprensa destaca fala de Dilma: 

eldiario

 

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, a poucos dias antes da visita do ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo à Bolívia, afirmou que San Antonio e Jirau não causam os rios caudalosos na região amazônica da Bolívia.

Depois de fazer um sobrevôo por Rondônia ocidental, o presidente disse: “Houve uma grande concentração de chuvas lá. Nós não temos essa quantidade de água, mas os rios que formam a madeira, na Cordilheira dos Andes, o rio Madre de Dios “, de acordo com o jornal Folha de São Paulo.

Ele disse que as alegações feitas na Bolívia contra as barragens “são injustas”, e ainda disse que eles são os rios bolivianos que vieram a fazer com que o fluxo de inundação ainda afeta grande parte do país, especialmente nos departamentos de Beni e Pando.

Rousseff foi no Acre, que também causou inundações de emergência na população brasileira. Ele empreendeu obras e uma ponte que vai ligar a região com Rondônia.

Dada alegação do governo boliviano, o ministro das Relações Exteriores brasileiro prometeu sua presença no país no próximo mês.

No entanto, no leste do cenário difícil por causa das inundações continua e outra tempestade está prevista para esta semana.

O governador de Beni, Carmelo Lens, explicou que “embora as águas caíram seus bancos, a crise continua, e ele confirmou que sete das oito províncias foram afetadas por enchentes este ano.”Finalmente, ele insistiu em exigir do Governo a declarar uma área de desastre dentro de sua jurisdição.

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