BLOG DO CHA: 1/3 DOS CANDIDATOS À REELEIÇÃO IMPUGNADOS

Ana da Oito puxa fila
dos “sem registro”
Foto montagem: Blog do Caldeira
Foto montagem: Blog do Caldeira

A deputada Ana Lúcia Dermani de Aguiar, a notória Ana da Oito, foi a primeira entre os atuais deputados estaduais a receber da Procuradoria Regional Eleitoral o pedido de impugnação do registro de candidatura à reeleição, por conta da ausência de certidão negativa emitida pela própria Assembleia Legislativa. Se confirmada pela Justiça Eleitoral, vai ser uma fila de deputados apanhados pelas operações Termópilas e Apocalipse condenados a voltar ao aconchego do lar. Tem até uma musiquinha preparada pela torcida para comemorar o feito. É aquela dos sete anões: “Eu vou prá casa agora, eu vou”.

A Operação Termópilas, desencadeada pelo Ministério Público e Polícia Federal resultou na denúncia dos deputados Epifânia Barbosa (PT-Porto Velho), Ana da oito (PT do B-Nova Mamoré), Flávio Lemos (PR-Porto Velho), Jean Oliveira (PSDB-Porto Velho), Euclides Maciel (PSDB-Ji-Paraná), Saulo Moreira (PDT-Ariquemes) e Zequinha Araújo (PMDB-Porto Velho). Todos, à exceção do deputado Saulo Moreira, que foi inocentado pelos pares, foram citados como integrantes do esquema de Valter Araújo, que desviou mais de R$ 24 milhões da Saúde. Valter Araújo fugiu e acabou tendo o mandato cassado. Os demais receberam penas de breves afastamentos, cujos reflexos poderão agora ser sentidos caso sua impugnação seja confirmada pelo TRE.
Na operação Apocalipse, da Polícia Civil, foi afastado das funções o presidente da Assembleia, Hermínio Coelho (PSD), investigado por crime de peculato, em função da nomeação de pessoas indicadas pela quadrilha de Beto Baba. Também foram afastados os deputados Ana da 8 (PTdoB), Adriano Boiadeiro (PRP) e Cláudio Carvalho (PT). Hermínio e os demais deputados não foram denunciados pelo Ministério Público, que pediu arquivamento do processo. A Justiça recusou o pedido e determinou novas investigações.

Na Assembleia, Hermínio livrou-se de qualquer acusação da comissão processante, que acabou condenando os demais parlamentares envolvidos a penas igualmente brandas.  Resta saber se o afastamento pelo Tribunal de Justiça poderá significar seu enquadramento na condição de ficha suja por oito anos. De qualquer forma, os demais também não poderão receber certidão negativa da Assembleia, já que foram condenados em decisão colegiada. Correm, portanto, o risco de ter sua impugnação solicitada pela PRE e acatada pelo Judiciário.

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