Bairros inteiros de Maceió podem ser tragados por enormes buracos; população está com medo

Maceió (AL)- A população da cidade de Maceió, capital do estado das Alagoas, está com medo de uma possível tragédia em níveis apocalípticos envolvendo um bairro, Pinheiro, podendo se alastrar para outros como Gruta, Tabuleiro e até Benedito Bentes na parte alta. Vários vídeos assustadores circulam pela internet, fazendo comparações com tragédias como as de Brumadinho e terremotos no Japão. Assistam no final da matéria a vários vídeos impressionantes.

De acordo com o G1 Alagoas, rachaduras surgiram em ruas e imóveis no Pinheiro, em Maceió, após fortes chuvas e um tremor de terra em fevereiro de 2018 e ainda representam uma ameaça a cerca de 19 mil pessoas que moram no bairro.

A Defesa Civil identificou três principais fissuras, cada uma com cerca de 1,5 km de extensão, afetando 2.480 moradias. Metade das famílias que moravam em 777 imóveis localizados nas áreas de risco mais críticas já deixou suas casas.

Órgãos municipais, estaduais e federais fazem estudos na região, mas ainda não se sabe a origem do problema. O Governo Federal reconheceu a situação

Veja o que se sabe sobre as rachaduras no bairro do Pinheiro:

Cronologia do problema

Moradores relatam que parte de piso de apartamento no Pinheiro cedeu

Moradores relatam que parte de piso de apartamento no Pinheiro cedeu

Estudos sobre as causas

Assim que as primeiras rachaduras surgiram, geólogos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) fizeram análises na região, mas não chegaram a nenhuma conclusão.

Mapa mostra as áreas afetadas pelas rachaduras no bairro do Pinheiro, em Maceió — Foto: Reprodução/Serviço Geológico do BrasilMapa mostra as áreas afetadas pelas rachaduras no bairro do Pinheiro, em Maceió — Foto: Reprodução/Serviço Geológico do Brasil

Mapa mostra as áreas afetadas pelas rachaduras no bairro do Pinheiro, em Maceió — Foto: Reprodução/Serviço Geológico do Brasil

As hipóteses

  • Segundo a Defesa Civil, rachaduras já vinham aparecendo em casas da região desde 2010, mas pela primeira vez, elas surgiram em vários imóveis ao mesmo tempo.
  • Em março de 2018, o geólogo André Galindo, ouvido pela TV Gazeta, levantou a hipótese de o tremor de terra ter sido provocado por uma acomodação do solo, a 300 metros de profundidade.
  • Já o grupo de geólogos da UFRN apontava para camadas inconsolidadas de areia, que estariam sendo carregadas pelas chuvas. Essa alternativa, no entanto, foi descartada pela CPRM. Segundo o órgão, os indícios de instabilidade são muito anteriores ao tremor de terra.
  • No início deste ano, os pesquisadores da UFRN apresentaram três novas hipóteses: a exploração do sal-gema na região, por parte da Braskem; o aparecimento de uma depressão no solo, conhecida como “dolina”; ou a localização do bairro em uma área tectonicamente ativa.
  • Alguns moradores atribuem o problema à exploração da sal-gema, um tipo de cloreto de sódio utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC. A Braskem vem realizando estudos, cumprindo compromisso firmado com a ANM.
  • Os primeiros resultados das análises feitas até agora pelos geólogos só devem ser conhecidos a partir de março de 2019.

As medidas de segurança

Especialistas se reúnem para detalhar plano de contingência para o bairro do Pinheiro, em Maceió, onde ruas e imóveis estão apresentando rachaduras — Foto: Derek Gustavo/G1Especialistas se reúnem para detalhar plano de contingência para o bairro do Pinheiro, em Maceió, onde ruas e imóveis estão apresentando rachaduras — Foto: Derek Gustavo/G1

Especialistas se reúnem para detalhar plano de contingência para o bairro do Pinheiro, em Maceió, onde ruas e imóveis estão apresentando rachaduras — Foto: Derek Gustavo/G1

Moradores fazem mudança do bairro do Pinheiro — Foto: Magda Ataíde/G1Moradores fazem mudança do bairro do Pinheiro — Foto: Magda Ataíde/G1

Moradores fazem mudança do bairro do Pinheiro — Foto: Magda Ataíde/G1

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