Automedicação de cloroquina pode matar, alerta bolsonarista Zimerman

Em resposta ao senador Marcos Rogério (DEM-RO), o infectologista Ricardo Zimerman defendeu a autonomia médica e alertou para os perigos da automedicação. “As pessoas podem morrer envenenadas pela cloroquina. E, infelizmente, isso não é difícil de acontecer. Então, é uma catástrofe uma administração de dose errada”, afirmou Zimerman que foi convocado pela tropa de choque de Bolsonaro para defender o tratamento precoce na CPI da Covi.

O senador Marcos Rogério, do Democratas de Rondônia, pediu explicações ao infectologista Ricardo Zimerman sobre a autonomia médica e os perigos da automedicação:

“A minha defesa sempre é, um médico tem autonomia para administrar, mas eu acho que seria bom vossa excelência … o senhor ia fazer menção em relação a isso?”, indagou Marcos Rogério ao médico Zimerman que prestava depoimento à CPI da Covid, ontem, 18.

“Excelente. Pra esclarecer, vossa excelência tem razão, é um bom ponto, isso fala contra a automedicação, é fundamental que os fármacos sejam prescritos por um médico e haja o acompanhamento, porque algumas dessas tem doses letais e a cloroquina é um exemplo clássico. A cloroquina, as pessoas podem morrer envenenadas pela cloroquina. E, infelizmente, isso não é difícil de acontecer. Então, é uma catástrofe, uma administração de dose errada. Não pode. E isso ele tem que estar claro. Como disse o doutor Francisco, a diferença entre o medicamento e o veneno vai ser a dose”, respondeu o médido.

Ricardo Zimerman afirmou ainda que outros medicamentos apresentam risco menor de letalidade, mas ainda assim necessitam de acompanhamento médico por seus possíveis efeitos colaterais.

Fonte: Mais Rondônia com informações da Rádio Senado

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