Pouco após divulgar em seu perfil na rede social Facebook um vídeo com mensagens ofensivas contra o município de Humaitá (distante 671 km de Manaus), o sargento Paulo Selhorst, publicou um pedido de desculpas, por parte do advogado Júlio César Magalhães . Ambos aparecem no vídeo. A publicação irritou os moradores da cidade devido ao tom irônico revelado no diálogo travado no vídeo em relação aos moradores da cidade.

Identificados no vídeo, logo após a circulação das imagens, o advogado Júlio César Magalhães suspendeu seu perfil da rede social, por algumas horas, enquanto o sargento Paulo Selhorst, publicou um novo vídeo em que o advogado explica os motivos da conversa de tom pejorativo que circulou nas redes sociais.

No vídeo, Júlio reconhece que fez comentários impróprios. O advogado invoca o artigo 5º da Constituição Federal para dizer que “É livre a manifestação do pensamento” e que respondeu apenas a um desagravo. “Pessoas congestionaram meu Facebook com ofensas das mais graves. Ao povo que não se enquadra nessa categoria, me desculpe”.

Em outro trecho, Júlio diz que a cidade precisa evoluir e não ficar no ostracismo. “Eu disse porque é a expressão da verdade e fiz como cidadão” diz.

O vídeo anterior, que começou a circular nas redes sociais ainda esta semana, mostra dois homens conversando em tom de ironia para se referir ao município. Um questionava ao outro sobre o real lugar dos moradores de Humaitá. “Onde o povo de Humaitá se diverte? Acho que é Porto Velho. Onde o povo de Humaitá trabalha? Porto Velho. Onde o povo de Humaitá estuda? Porto Velho. Onde o humaitaiense deveria ficar? Em Humaitá!”

O vídeo rendeu vários compartilhamentos e comentários no Facebook. Em um dos compartilhamentos, um usuário da rede social pede ajuda de representantes e governantes da cidade de Humaitá para entrar com uma petição de retratação junto ao Ministério Público, procuradores, defensores, e advogados por dizer que se sente ridicularizado, discriminado, que a mensagem que está nas redes possui “um forte grau de xenofobia”  e que Magalhães teria ferido o Código de Ética que norteia a conduta pessoal do profissional advogado.

Sargento Paulo Selhorst – Divulgação

Fonte: EM TEMPO

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