Apesar de uma nova legislação eleitoral, mais severa em relação aos crimes da internet, os partidos estão preocupados com a ação “difamatória” dos “fakes” nas redes sociais, que aproveitam da falta de identificação para fazer ataques “políticos” durante a campanha eleitoral.

O presidente estadual do PT, o prefeito Paulo Duarte, afirmou que algumas pessoas usam o “território sem lei” da internet para promover ataques e “barbaridades” no processo político.Paulo Duarte define estes fakes como covardes que devem ser coibidos durante a eleição (Foto: Arquivo)Paulo Duarte define estes “fakes” como covardes que devem ser coibidos durante a eleição (Foto: Arquivo)

“Estes fakes são covardes e não tem coragem de assumir seus atos, por isso é importante estabelecer limites durante a campanha, mas isto não significa que haja censura ao conteúdo da internet”, apontou ele.

Duarte ainda aponta que a população não aprova este tipo de atitude e acaba “desprezando” estas manifestações. “Iremos sempre defender uma campanha que tenha ao menos um nível razoável”.Alceu Bueno, presidente do PSL, diz já ter sido vítima dos fakes e quer ação severa das autoridades (Foto: Arquivo)Alceu Bueno, presidente do PSL, diz já ter sido vítima dos “fakes” e quer ação severa das autoridades (Foto: Arquivo)

O vice-presidente do DEM, o deputado Zé Teixeira, também ressaltou que apesar da “liberdade” da internet, é preciso se estabelecer regras judiciais para o seu uso, sem que isto atente contra a liberdade de expressão.

“Que cada um se identifique e se responsabilize por suas mensagens na internet, quem levantar falso testemunho será acionado na justiça, as autoridades precisam punir aqueles que atacam, mas usam outros nomes para se esconder”.

O presidente estadual do PSL, o vereador Alceu Bueno, também se posicionou por uma ação mais ativa em relação aos “fakes”, no qual ele mesmo já foi vítima.

“Muitas vezes estas pessoas são contratadas justamente para promover estes ataques, elas devem ser indiciadas, assim como os mandantes, muitas pessoas se tornam vítimas e precisam do rigor da justiça”, destacou ele.

Liberdade – Apesar do rigor e fiscalização aos fakes, os dirigentes partidárias defenderam o uso “amplo” com liberdade para que os candidatos possam usar a internet para apresentar propostas e conversar com a população.

“A velocidade e tecnologia da internet e rede social devem seu usadas, são inovações que a justiça (eleitoral) não estava preparada, mas são essenciais”, disse Paulo Duarte.

Alceu Bueno também apontou que ajuda aqueles candidatos que não possuem “grande estrutura” para divulgação de seu nome. “Mais uma ferramenta importante na busca por apoio durante a campanha”.

Já o deputado Lauro Davi, líder do PROS na Assembleia, ressaltou que as redes sociais possibilitam a liberdade de expressão, que nos outros meio de comunicação era limitada.

“Na internet você expõe sua opinião e projeto e não precisa que algum veículo (imprensa) tenha que divulgar a população. Cada um irá se preocupar com seu conteúdo e o político que for difamado pode procurar a justiça”.

Crimes – A nova legislação eleitoral constitui crime a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas, que tenham a finalidade de emitir mensagens para ofender ou denegrir a imagem do candidato. Este crime pode ser punido com detenção de 2 até 4 anos e multa que varia de R$ 15 mil até R$ 50 mil.

Aquele que foi contratado para realizar esta “difamação” também será punido com detenção de seis meses até um ano. Além de multa que varia de R$ 5 mil até R$ 30 mil. Estas punições estão previstas na lei 12.891 do Código Eleitoral, especificadas no artigo 57. Fonte: Campo Grande News

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