AMIRCOMEMORAO ex-senador , ex-ministro e agora deputado federal, Amir Lando (PMDB),  com apenas oito mil votos,  é o rei da comemoração. Não faz nada pelos rondonienses e está sendo chamado de “o pegador de carona”. Pegou carona na Transposição e depois sumiu, parou de falar nisso. Depois mergulhou nas enchentes do Madeira e parece que se afogou. Na vinda da presidente Dilma a Rondônia, ele simplesmente não deu as caras. E ontem, na discussão sobre a Transposição em Porto Velho ele sequer apareceu para colocar a cara a tapa, como se diz. Ontem, milhares de servidores atenderam à convocação dos sindicatos e comparecera ao ato público em defesa da transposição, realizado na Praça das Três Caixas D’Água, em Porto Velho. Todos os deputados federais e senadores de Rondônia foram convidados para o ato, mas compareceram apenas os senadores Valdir Raupp e Acir Gurgcaz, além dos deputados federais Padre Ton, Marcos Rogério, Nilton Capixaba e Carlos Magno.

O ato público foi realizado por uma iniciativa do Sintero, Sindsaúde, Sindsef, Sinsepol, Sinjur, Singeperon e Sindler, para cobrar das autoridades mais empenho na concretização da transposição.
O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, abriu o ato com severas críticas ao governo federal pela demora em analisar os processos e em transferir os servidores para a folha da União. Ele citou a frustração dos sindicalistas durante a visita da Presidente Dilma Roussef a Porto Velho, no fim de semana, quando os representantes dos servidores foram ignorados pela comitiva.

“O descaso é tão grande que as viaturas que levavam o governador Confúcio Moura quase passaram por cima do grupo de sindicalistas”, disse Manoel.

Na oportunidade o presidente do Sintero cobrou dos senadores e dos deputados federais mais empenho no sentido de pressionar o Palácio do Planalto e o Ministério do Planejamento para que agilizem a transposição.
Caio Marin (Sindsaúde), Jales Moreira (Sinsepol), Daniel Pereira (Sindsef), Francisco Roque (Sinjur) e Anderson Pereira (Singeperon) foram unânimes em afirmar que falta uma atuação mais enérgica da bancada federal nas cobranças ao Executivo. Para eles, a Câmara dos Deputados e o Senado têm poderes para fazer o Executivo cumprir as leis aprovadas no Congresso nacional, que garantem aos servidores o direito à transposição.
Os sindicalistas consideram que a transposição agora é um caso estritamente político, já que todos os atos jurídicos já foram realizados. Eles citaram as várias reuniões com a AGU e com a Procuradoria Geral do Estado para sanar as pendências jurídicas, restando, agora, unicamente a vontade política para concluir a transposição.
Os parlamentares também fizeram discursos. Em alguns momentos a classe política foi vaiada pelos servidores. O deputado federal Marcos Rogério (PDT) classificou a visita da Presidente Dilma a Rondônia como uma farsa, e disse que a viagem apenas teve a finalidade de defender as usinas. O deputado federal Carlos Magno reafirmou o seu posicionamento de que não adianta se reunir com técnicos de terceiro escalão, e que o problema só vai ser resolvido se os contatos forem com a ministra do Planejamento.

itamartransO presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Itamar Ferreira, manifestou apoio à mobilização e propôs que se até o final de março não for implementada a transposição, que os onze parlamentares de Rondônia passe a não votar mais a favor de projetos do governo; sendo que o parlamentar que não acatar esta deliberação seja denunciado para a população, através de Outdoor e outros materiais. O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, fez severas críticas ao governo federal pela demora em efetivar a transposição. Ele citou a frustração dos sindicalistas durante a visita da Presidente Dilma Roussef a Porto Velho, no fim de semana, quando os representantes dos servidores foram ignorados pela comitiva. “O descaso é tão grande que as viaturas que levavam o governador Confúcio Moura quase passaram por cima do grupo de sindicalistas”, disse indignado o sindicalista.

Caio Marin (Sindsaúde), Jales Moreira (Sinsepol), Daniel Pereira (Sindsef), Francisco Roque (Sinjur) e Anderson Pereira (Singeperon) foram unânimes em afirmar que falta uma atuação mais enérgica da bancada federal nas cobranças ao Executivo. Em sua fala o presidente da CUT destacou, também, sua frustração com o fato de não ter sido possível tratar da transposição durante a visita da presidenta Dilma, mas ressaltou que a visita foi importante para os milhares de atingidos pela a cheia do Rio Madeira, pois a presidenta reconheceu o estado de calamidade pública, o que facilitará a ação das autoridades locais no atendimento as vítimas; bem como, a inclusão prioritária dessas famílias no programa Minha Casa Minha Vida, liberação de FGTS, perdão de dívidas de financiamento; além de transformar em prioridade a construção da ponte sobre o Rio Madeira, interligando ao Acre.
Os demais parlamentares reconheceram como justas as cobranças dos servidores, e prometeram mais empenho em defesa da transposição.

rauptransO senador Valdir Raupp disse que cobrou a transposição durante a viagem com a Presidente Dilma. Segundo ele, a Presidente chamou o ministro chefe da AGU e pediu para que o processo fosse agilizado. O senador também disse que a deputada federal Marinha Raupp está tentando agendar uma audiência dos sindicalistas com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar do assunto.
O ato público foi encerrado por volta de 12 horas com a afirmação dos sindicalistas de que este é apenas o primeiro ato público. Se o resultado for insatisfatório, os sindicatos vão organizar grandes manifestações, como o fechamento da BR 364 e caravanas a Brasília.

Fonte: Maisro.com com Ascom/CUT

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