Alunos da Escola Heitor Villa Lobo buscam apoio para participar da Milset em Fortaleza (CE)

Alunos da Escola Estadual Heitor Villa Lobos, de Ariquemes, recebem prêmio da secretária Fátima Gavioli
Alunos da Escola Estadual Heitor Villa Lobos, de Ariquemes, recebem prêmio da secretária Fátima Gavioli
Alunos da Escola Estadual Heitor Villa Lobos, de Ariquemes, recebem prêmio da secretária Fátima Gavioli

Jovens “cientistas” de Ariquemes (RO), buscam patrocínio para continuarem etapa de do desafio de robótica que acontecerá em Fortaleza (CE) em maio de 2015. A equipe formada pelos alunos da Escola Estadual Heitor Villa Lobos, em Ariquemes, ficou em primeiro lugar na Região Norte na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e no ranking nacional os jovens conquistaram o sétimo lugar. O grupo intitulado como Trojan 1.6 criou um robô que, na competição, deveria enfrentar vários desafios. A disputa aconteceu entre os dias 19 e 22 de outubro, em São Paulo.  Com a vitória, vão participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e do Movimento Internacional para o Recreio Científico e Técnico (Milset) no Brasil.

A OBR é uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo CNPq que utilizam da temática da robótica – tradicionalmente de grande aceitação junto aos jovens – para estimulá-los às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.

 

Patrocínio

ygorOs jovens cientistas precisam comprar peças, equipamentos e acessórios para poder competir em Fortaleza e, por isso, apelam por patrocínio no empresariado local. Em entrevista ao site +RO, os jovens cientistas garantem que vão fazer bonito lá fora e por isso necessitam de apoio. As peças são importadas e custam muito caras e demoram dois meses para chegar.  Os interessados em patrocinar devem entrar em contato com a  vice diretora dona Maria Zenaide pelo telefone (069)3535 2327. Ou com um dos alunos,  Ygor Requenha Romano, (069) 9276 1355 ou (069) 9270 1355.

Invento que salva vidas

O dispositivo criado pelos três garotos de Ariquemes funciona de forma autônoma e, durante a competição, o robô deveria superar uma série de empecilhos propostos pela organização da OBR, como desvio de obstáculos e resgate de vítima, representada por uma lata de refrigerante. Das criações apresentadas na disputa nacional, a do grupo rondoniense mostrou qualidade e se destacou entre os projetos exibidos por outras equipes da Região Norte.

Alunos e coordenadora do projeto exibem o dispositivo criado em Ariquemes

A vice-diretora da Heitor Villa Lobos, Maria Zenaide, disse que a equipe pedagógica não mede esforços para incentivar os alunos da escola em elaborar projetos e, com isso, ter bons desempenhos em competições importantes. “Esse sétimo lugar tem gosto de primeiro, principalmente pelo nível dos finalistas que estavam competindo com nossos alunos. Só temos a agradecer todos que contribuíram direta e indiretamente com esse resultado”, enfatizou.

 

Eco piscicultura: invento prevê insetos para alimentar peixes de cativeiro

ygforO estudante da Escola Villa Lobos, Ygor Requenha Romano, é um dos autores do projeto eco piscicultura, desenvolvido pensando no produtor brasileiro, com o objetivo de aumentar a produção piscicultora, proporcionar uma melhor qualidade nos alimentos e obter uma diminuição nos custos de produção com o emprego de tecnologia limpa e sustentável. De acordo com os “inventores”, a produção piscicultora no Brasil é uma cultura em crescimento, porém os métodos e tecnologias utilizados para o cultivo dessa produção não vem sendo desenvolvidos com a mesma intensidade.

“Para uma boa produção piscicultora é preciso alguns cuidados com o meio e a alimentação dos organismos como controle da qualidade da água, níveis de oxigenação, controle de micro organismos presentes, controle do potencial hidrogenico ph, uso de uma

alimentação nutritivas ricas em proteínas e nutrientes. Esses cuidados são essenciais para uma produção qualitativa de peixes, mas os gastos com os mesmos não são economicamente viáveis para uma produção de baixa escala. Os pequenos produtores e produtores familiares em sua grande maioria não tem conhecimento das técnicas para o correto manejo desses animais e capital financeiro suficiente para custear uma produção de qualidade, ficando assim a produção desses alimentos seriamente prejudicadas acarretando em alimentos mais caros e menos nutritivos na mesa dos brasileiros, o que prejudica a qualidade e diminui o consumo principalmente no meio com menor poder aquisitivo”, relata Ygor justificando o projeto

 

Mesmo o consumidor de poder aquisitivo elevado enfrenta o problema de consumir alimentos de baixa qualidade nutricional pois os alimentos chegam a mesa já com ausência de nutrientes, esse é o caso de peixes de pequenos cativeiros que em sua produção não são tratados com os nutrientes necessários e criados em ambientes de crescimento favorável por conta de altos custos e pouca tecnologia empregada. Os peixes são abatidos em um prazo de tempo retardatário sem terem um bom desenvolvimento biológico

 

Para uma produção de peixes com maior qualidade,  foi desenvolvida uma plataforma aquática auto-sustentável que com o emprego de tecnologias consegue proporcionar qualidade ambiental em cativeiros de peixes e fazer com que esses organismos tenham um aumento protéico na sua dieta, tudo isso é possível retirando energia e insetos do ambiente fazendo com que custos de alimentação e qualidade de produção sejam diminutos apenas com o uso de um equipamento tecnológico capas de oxigenar, controlar o ph, retirar substancias indesejáveis da água e capturar insetos e utilizá-los na alimentação dos peixes tornando assim o meio favorável para o desenvolvimento de organismos aquáticos de boa qualidade. Para desenvolver este projeto e apresenta-lo na feira em Fortaleza , Ygor Requenha necessita de apoio financeiro.

 Fonte: Mais RO

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