ALUNA DE PORTO VELHO É SELECIONADA PELA SEGUNDA VEZ PARA INTERCÂMBIO NOS EUA

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Um antigo ditado popular diz que “o raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. No entanto, essa frase não se aplica para a realidade de Daiane da Silva Bezerra, aluna do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Anísio Teixeira, em Porto Velho, que foi selecionada para viajar aos Estados Unidos pela segunda vez, através do Projeto Histórico Educacional Rondon-Roosevelt, promovido pela Embaixada Americana e a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc). Em 2013, a jovem de 17 anos embarcou pela primeira vez ao país norte-americano pelo programa Conexão Mundo e retornará, em maio deste ano, para visitar museus e centros históricos de quatro estados.

Daiane diz que sabia um pouco da história da expedição científica entre o coronel Mariano Cândido Rondon e o ex-presidente americano Theodore Roosevelt por ter feito um vídeo sobre o assunto durante o curso de inglês do programa Conexão Mundo, realizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no qual foi aprovada e ganhou a primeira viagem para os Estados Unidos. “O que eu tinha conhecimento era muito por cima, nada muito aprofundado”, conta.

Para elaborar uma boa redação, a estudante lembra que teve uma aula sobre o assunto ministrada pelo professor de História Maycon Rock. Além disto, Daiane pesquisou textos na internet sobre a expedição e buscou por notícias atuais para relacionar com a história sobre a descoberta da nascente do então Rio da Dúvida. “Minha ideia era associar o que a expedição contribuiu para o cenário atual da região Norte e para o Brasil. Queria mostrar uma visão diferente para o meu texto”, explica.

“Nós tomamos as nossas próprias decisões e somos moldadores do nosso futuro”
Daiane Bezerra, 17 anos

A adolescente relata que no dia da divulgação dos selecionados, todos os alunos foram chamados ao pátio da Anísio Teixeira. Ao ouvir que tinha sido selecionada, Daiane, que é considerada falastrona pelos amigos e por ela mesma, ficou sem palavras. “Eu sempre consigo me expressar bastante nessas coisas, mas naquela hora… Eu travei”, recorda entre risadas.  Mesmo sendo contemplada com uma segunda viagem internacional na vida, para a aluna, a ‘ficha não caiu’ ainda. “Meio que ainda não estou acreditando ainda”, comenta.
Daiane junto com colega de sala e equipe educacional da Anísio Teixeira

Aluna junto com colega de sala e equipe educacional da Anísio Teixeira
Aluna junto com colega de sala e equipe educacional da Anísio Teixeira

Nessa nova ida aos Estados Unidos, Daiane espera conhecer e comparar com a cultura que teve contato na primeira vez que foi ao país, quando ficou na cidade de Denver, no Colorado. “Da última vez que eu fui pra lá [Estados Unidos], vi a cultura apenas de Colorado. Desta vez, eu vou passar por quatro estados. Serão, com certeza, novas culturas, hábitos e pretendo compreender e absorver o máximo possível”, afirma.

Empolgada, a jovem deseja conhecer durante a viagem os museus da capital do país, Washington, e enfatiza que o aprendizado que receberá durante o intercâmbio servirá para a vida toda. “Isso vai acarretar em uma carga muito grande para minha vida, tanto educacional, quanto pessoal, e uma futura profissional. Nós tomamos as nossas próprias decisões e somos moldadores do nosso futuro”, conclui.

Expedição

O objetivo da Expedição Científica Rondon-Roosevelt era ‘descobrir’ a nascente e a foz do então Rio da Dúvida, batizado assim pelo coronel Mariano Cândido Rondon durante a implantação de uma linha telegráfica.

Rondon não sabia nada sobre o Rio da Dúvida e decidiu incluir esse rio no mapa. Para isso foi organizada a expedição científica e em 1914 foi encontrada a foz no rio Aripuanã, no Amazonas. Então o rio recebeu o nome de Roosevelt, em homenagem ao ex-presidente que acompanhou a descoberta.

Fonte
Texto: Halex Frederic – Assessoria Seduc
Fotos: Quintela

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