Aluna de 17 anos denuncia abuso sexual dentro da São Lucas em Porto Velho

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Foto ilustrativa de internet


PORTO VELHO- Uma estudante universitária de 17 anos, iniciais G.S.B, relatou no Instagram que teria sido abusada sexualmente dentro de sala de aula por um colega de curso. De acordo com o relato da vítima, o abusador teria colocado uma das mãos nas pernas dela por debaixo da mesa, causando-lhe constrangimento e repulsa. G denunciou o caso à direção do Centro Universitário São Lucas, em Porto Velho (RO). A coordenação do curso, segundo uma fonte, disse simplesmente que não “sabe o que fazer” pois a faculdade não tem um protocolo pra esse tipo de caso.

Segundo eles, as imagens das câmeras vão ser averiguadas, porém o local onde a vítima sofreu o abuso, dentro de sala de aula, não é alcançado pelo equipamento de segurança. A vítima e o acusado já foram amigos, o que facilitou o abuso. De acordo com a fonte do Mais RO,  esse abuso que teria ocorrido há duas semanas, não teria sido o primeiro caso. “Houveram outros casos em que a universidade foi omissa, visto que dezenas de denúncias surgiram, mas que a UniSL não sabe o que fazer (nesses casos que são extremamente frequentes)”, disse.

Na página da São Lucas no Instagram, o centro universitário publicou uma nota na qual diz que foram tomadas as devidas providências.

Leia o relato/denúncia publicado no Instagram por G.S.B:

Hoje eu vim aqui falar sobre violência sexual. Ou melhor, vim falar da minha própria experiência, eu fui abusada dentro da minha própria faculdade! Estranho, né? Temos vidas tão corriqueiras, que às vezes nem paramos para prestar atenção nas nossas colegas de sala, ou naquela moça que senta ao lado da gente no ônibus… E é aí onde a violência se esconde. Você não precisa ser estuprada, espancada e amordaçada em uma rua escura por um desconhecido pra aí sim dizer que foi violência. A violência mora nos pequenos atos que muitas das vezes nem percebemos que está ali. E foi exatamente assim que aconteceu comigo. Dentro da minha própria faculdade. Com mais de 30 pessoas dentro de uma sala. Um cara que eu considerava amigo, sempre nós falávamos e não era a toa que eu estava no mesmo grupo de trabalho com ele, onde o mesmo passou a mão em mim por de baixo da mesa da forma mais nojenta e com o olhar mais ameaçador que você pode imaginar e mesmo eu pedindo incontáveis vezes pra ele parar, ele não parava. Me senti coagida por não saber como agir, porque tudo o que eu consegui sentir foi vergonha, ele despiu a minha dignidade ali mesmo e não só abusou do meu corpo, como da minha honra como mulher também. E depois disso vieram muitos mais olhares intimidadores e então, uma segunda tentativa. Começou a encostar e roçar suas pernas nas minhas embaixo da mesa de uma maneira até mais nojenta do que da primeira vez, e eu só sentia vontade de gritar que logo era abafada por uma vontade maior ainda de chorar, e maior do que isso, vontade de sair do meu corpo só pra não sentir o toque pervertido dele mais uma vez. E quantas vezes isso vai ter que acontecer não só comigo, mas com MILHARES de meninas que passam por isso nos mais diversos lugares e das mais diferentes formas? Não deixem o pior acontecer. Falem, gritem, exponham. Façam o que eu até então não tive coragem de fazer até então. Se você já passou por isso, não tenha medo, nós estamos com você. Compartilhe esse texto e conte seu relato também. O assédio só acaba quando a gente acaba com o silêncio.

Os estudantes programaram uma manifestação que deverá ocorrer amanhã, em frente da faculdade.

Fonte: Mais RO

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