Ala do PT não quer modelo neo liberal de Daniel Pereira

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Edson Silveira, liderança histórica do PT

PORTO VELHO- Movimentos de base iniciam processos de ruptura e discutem alternativas de governo para o PT/RO. O Partido dos Trabalhadores em Rondônia possui um histórico de rebeldia e luta a ser considerado. Não foram poucas vezes em que a direção foi desautorizada ou vencida em suas propostas políticas. “Tudo leva a crer estarmos diante de um forte processo de ruptura”, avalia Edson Silveira, liderança histórica dentro do partido, mostrando preocupação com a forte movimentação dos últimos dias.

“É preciso prudência, mas a queixa concentra-se na apatia do atual governo e no distanciamento do povo. As pessoas se queixam de muita conversa demagógica e quase nenhuma ação efetiva”, comentou o professor Silveira.

O PT iniciou conversas com alguns partidos com foco na construção de uma proposta alternativa para Rondônia. O debate avança rapidamente. “A máquina gerencial parou diante de um governo de transição fraco e incapaz de produzir ações transformadoras”, conforme documento a ser apresentado no Diretório. Confúcio saiu defendendo o Estado Mínimo, fim da estabilidade dos servidores, precarização dos direitos trabalhistas, terceirização das atividades do Estado, abandono da saúde, educação e segurança”, disse Edson Silveira.  Segundo o petista, muitos movimentos querem romper com isso e trazer para a pauta as bandeiras do partido.

“Daniel, ao apoiar o ex-governador sem questionamentos, entra numa pauta neoliberal que é antagônica ao PT ( e outros partidos). Afinal, nós sempre lutamos por pautas sociais a serviço do benefício de todos”, alertou o dirigente.

O PT deverá debater essa tensão em reunião estadual e o assunto, provavelmente, deverá gerar debates acalorados de conclusões incertas. O encontro do PT está programado para o próximo dia 26 de maio, em Ji-Paraná.

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