O agente penitenciário William de Azevedo Teodoro, de 42 anos, foi condenado a 23 anos e seis meses de reclusão por estuprar e matar Maristela Freitas Alves em um balneário de Porto Velho. O júri terminou na madrugada desta sexta-feira (27) no Fórum Criminal da capital.

Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o réu acabou condenado por estupro, motivo torpe e meio cruel. O corpo de júri foi formado por cinco homens e duas mulheres.

Durante julgamento, que começou na quinta-feira (26), os jurados foram retirados do plenário do Fórum e levados até o local onde William matou a vítima, no balneário Rio das Garças, zona rural de Porto Velho.

O júri foi levado ao local sob escolta policial. Segundo o TJ-RO, o réu também esteve no balneário, assim como promotoria, defesa e o juiz da sessão.

Segundo a promotora de acusação do caso, Joice Gushy Azevedo, o objetivo de levar os jurados à cena do crime era fazer com que eles analisassem com maior rigor as circunstâncias do crime.

Novo júri

Esta foi a segunda vez que o agente penitenciário foi a julgamento pelo crime. Em maio deste ano ele foi condenado a 26 anos de prisão, mas a defesa ingressou com recurso ao TJ-RO pedindo que o julgamento fosse anulado, o que foi acatado. A alegação era de que a decisão dos jurados anteriores foi contrária às provas nos autos.

Morte de Maristela

O corpo de Maristela Freitas foi encontrado em um córrego no balneário Rio das Garças ems setembro de 2018. Ela estava nua, com sinais de violência sexual. De acordo com a Polícia Militar (PM), foram achados, ainda, pedaços das roupas e manchas de sangue em um barranco.

O acusado do crime foi preso temporariamente no dia 20 de setembro, após imagens de câmeras de segurança de um bar mostrarem suspeito e vítima saindo juntos do local.

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