A facada e o tapa que elegeram um presidente e um senador

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O que a facada em Bolsonaro e o tapa em Emerson Castro (ex-Chefe da Casa Civil do governo de Rondônia) tem em comum? Que ambas as ações redundaram nas eleições de Bolsonaro à presidência da República e, de Confúcio Moura (MDB-RO), ao Senado Federal.

No dia 28 de julho de 2018, durante tumultuada convenção estadual do MDB de Rondônia, o suplente de senador e presidente do MDB, Tomás Correia, desferiu um tapa na nuca do ex-chefe da Casa Civil. Na ocasião, o MDB queria impedir a candidatura do ex-governador Confúcio Moura ao Senado Federal. Lá pelas tantas, com os ânimos acirrados, Tomás Correio deu o tapa em Emerson Castro, braço direito de Confúcio Moura que mudaria os rumos da convenção. De quase ex-candidato, Confúcio tornou-se candidato com apoio de todo o MDB e hoje está eleito senador da República.

No dia 6 de setembro de 2018, Adélio Bispo deu uma facada na barriga de Bolsonaro, em Juiz de Fora. Aquela facada quase tira o “mito” de circulação. Conseguiu sobreviver e se elegeu presidente da República sem sair de casa.

Sobre a facada, Emerson Castro escreveu na ocasião, quase que uma previsão do que ocorreria:

“Considerações sobre a *Fortuna.

Todos na torcida pela pronta recuperação do Bolsonaro. Isso é fato. Nosso povo é pacífico e repudia atos de violência como esse. Agora, terá toda atenção da mídia nacional, e até internacional. Pra quem não tinha tempo de televisão e uma inserção na propaganda eleitoral a cada dois dias e meio, é um baita avanço.

Não precisará ir nos debates. Será falta absolutamente justificada.
Pra quem só estava sendo atacado, é outro tento e se alguém nos debates atacá-lo será fácil pra o Bolsonaro dizer que é ato de covardia, pois não pode se defender por estar no hospital.

Colherá a simpatia de muitos indecisos, com o fato.
Pra quem iria dividir esse quinhão com outros candidatos , é enorme vantagem.

Estará no hospital agradecendo a Deus e as orações do povo (o que trará mais simpatia do eleitor evangélico) e dizendo que daria a vida em prol dos ideais da família e da defesa da pátria (o que trará simpatia do eleitor tradicional).

Ou seja: há SIM enorme impacto político favorável ao Bolsonaro, em todo esse episódio
E pode SIM ser decisivo nas eleições de 2018.

Tenho convicção que Bolsonaro não queria jamais sofrer o que sofreu.
Nenhum brasileiro minimamente são iria querer.
Mas que pode haver fortuna no infortúnio, isso pode.

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