Pré-campanha agora é mais importante que campanha, mas candidatos ainda não acordaram

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A campanha já começou em 2017, mas candidatos ainda não entenderam que o jogo mudou.


José Armando BUENO (*)

Hoje, 7 de fevereiro, é o marcador de que estamos há oito meses das eleições e há 60 dias do fechamento da janela partidária. Para uma disputa eleitoral que agora terá apenas 35 dias para a propaganda gratuita na TV, os candidatos estão mesmo acreditando que terão tempo para convencer os eleitores de que é o melhor e merece o seu voto. Considerando ainda que a projeção é de altas taxas para brancos, nulos e abstenções, podendo ultrapassar 40% dos votos, os candidatos realmente ainda não entenderam que o jogo mudou. E muito.

A ERA DO FAZEJAMENTO  |  Antigamente, candidatos selecionavam e contratavam suas equipes pouco depois das convenções partidárias. Era tudo muito corrido, uma loucura. Planejamento não existia, era puro “fazejamento”, tudo tinha que ser feito pra ontem. A Era do Fazejamento teve o seu império. Um monte de artes pra santinho, cartaz, faixa, perfurado, adesivado e tudo truncado, pra depois apertar as gráficas pra trabalhar 30 horas por dia. E isso não era nem o começo. A maioria dos candidatos praticamente se escondia até o começo da propaganda na TV. Logo as ruas eram tomadas por multidões de militantes contratados para abarrotar ruas, carros e casas com montanhas de papel, bandeirolas e muito, muito barulho. Carros de som, moto-som, bike-som e até skate-som eram contratados para ressoar jingles do tipo clicletão, pra colar nos ouvidos até enquanto dormíamos.

Sem planejamento, os riscos e os custos aumentam muito.

A ERA DO PLANEJAMENTO  |  Isso agora é passado, ainda que muitos candidatos tenham dificuldades pra entender. Sem planejamento, sem futuro, pois os riscos e os custos aumentam muito. Não existe mais papel, barulho, sujeira e um monte de gente encrenqueira pra perturbar a paz pública. O que antes garantia alguma vantagem acabou. Agora, a pré-campanha ganhou uma dimensão tão mais importante, vital e estratégica que a própria campanha. O insumo humano mais caro que existe vai e não volta: o tempo. A partir do dia 16 de agosto pode começar a propaganda oficial pela internet, e no dia 26 de agosto na TV, reduzida a blocos de 10 minutos. A nova legislação eleitoral cortou fundo, entretanto, já permite que pré-candidatos apresentem-se por diversos meios, em especial pela internet, mas não podem pedir voto, o que é quase nada diante do enorme arsenal de alternativas para que possam colocar-se de modo competitivo.

O novo campo de batalha da guerra eleitoral agora é digital.

ARSENAL DE OPORTUNIDADES  |  Neste exato momento, inúmeros candidatos estão perdendo um arsenal de preciosas oportunidades, ou por ignorância ou por burrice. Os cérebros substituíram a força dos braços. É preciso pensar, planejar e maximizar recursos humanos, materiais, tecnologias, processos. É preciso selecionar e treinar pessoas qualificadas para tocar uma campanha que, 80% dela será desenvolvida em plataformas digitais e produtos de marketing e comunicação. Definir pautas, conteúdos, desenvolver tecnologias, identificar públicos e uma infinidade de ações para chegar no dia 16 de agosto na crista da onda. Sim, porque a TV será apenas para validar todo um trabalho e uma construção que já foram realizadas e de conhecimento de expressiva parcela dos eleitores. Mas, que fique bem claro: o novo campo de batalha da guerra eleitoral agora é digital. Já deu o ENTER?

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(*) José Armando BUENO é empreendedor e jornalista, editor de A Capital. Dirige a única empresa especializada em marketing eleitoral de Rondônia, o Marketing Candidato, e lançou dois projetos ousados e em voo, o Fórum Eleições 2018 e oCurso Eleições 2018.

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