Mãos à obra, prefeito! Por Marcelo Thomé (*)

thome2Resultado de fluxos migratórios de todas as paragens do mundo – o que chega a lhe conferir o título de cosmopolita – Porto Velho, apesar de seu centenário, tem tudo por fazer e isso se traduz em enorme desafio ao prefeito que assume em 1º de janeiro de 2017. São problemas de todas as ordens, em todas as áreas e vão demandar muito esforço, coordenação firme, conhecimento técnico, cooperação, arrojo e despojamento do mandatário que assume a batuta.

A exemplo de outras cidades brasileiras, o povo de Porto Velho elegeu um prefeito que surpreendeu exatamente pela franqueza com que abordou os problemas da cidade, chegando ao ponto de desagradar aos que têm sentimentos mais arraigados em relação à cidade.

A eleição do ex promotor de Justiça Hildon de Lima Chaves reflete o desejo de mudança manifestado nas urnas pelo eleitorado, numa guinada à direita do espectro político e um recado claro aos políticos tradicionais de que o modelo em voga está vencido.

O novo prefeito não pode esquecer este recado das urnas!

Hildon e sua equipe assumem pressionados por problemas crônicos, como a falta de drenagem das águas pluviais que redunda em alagações nas primeiras chuvas que caem; a coleta de lixo e a limpeza pública; a mobilidade urbana e a expansão para a margem esquerda do rio Madeira.

Some-se a esses gargalos outros problemas como o crescente desbarrancamento da orla do rio Madeira, a pressão por conclusão das obras inacabadas e a revisão e adequação do plano diretor da cidade.

O prefeito elegeu-se prometendo revitalizar a economia do município, ação que, segundo ele, será a base para todas as outras iniciativas – inclusive as sociais. É isso que espera a classe empresarial – que, com sua visão empreendedora e destemor, investe na geração de riquezas, de emprego e renda.

Neste aspecto, tem o prefeito Hildon Chaves o apoio e a parceria do setor produtivo da capital, tanto da indústria, quanto do comércio e do agronegócio.

Entendo que o Poder Público deve ser indutor do desenvolvimento.

Ao eleger uma safra nova de políticos, a sociedade indica que está sequiosa de novas práticas, de um jeito novo de fazer política, tendo de verdade o interesse público como prioridade.

Garanto que o setor produtivo estará a lado do novo prefeito para apoiá-lo na implementação desta nova mentalidade, tão desejada e esperada pela sociedade portovelhense.

(*)  Marcelo Thomé é presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia; e presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae

 

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