Governo usa internet para intensificar apoio à reforma da Previdência

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Por Marquezan Araújo

Para disseminar os motivos das mudanças nas regras para aposentadoria, até ministérios que não estão ligados diretamente à reforma da Previdência já se pronunciaram publicamente a favor do tema.

É o caso, por exemplo, do ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Na página oficial da pasta, no Facebook, Picciani publicou um vídeo contra os privilégios existentes atualmente para uma parcela dos beneficiários do sistema.

 

O pronunciamento de Picciani é uma resposta ao chamado do governo Federal para todos os ministérios entrarem em defesa da reforma da Previdência.

Outras pastas como o Ministério do Trabalho, Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por exemplo, usaram materiais gráficos nas redes sociais elaborados pelo governo, a favor da reforma.

Reforma da Previdência

A mobilização começou na segunda-feira (5). A ideia é usar as redes sociais para convencer os brasileiros de que a reforma da Previdência é necessária. A hashtag #TodosPelaReforma esteve presente em diversas publicações e foi a mais usada no Twitter durante a manhã de segunda.

A hashtag também foi adotada por entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e por organizações como o Movimento Brasil Livre (MBL).

Após voltar do recesso parlamentar, o deputado Federal, DarcísioPerondi, afirmou que essa mobilização pela internet também pretende ganhar o apoio de outras instituições sem caráter político.

“Forças produtivas, forças acadêmicas, forças comunitárias, forças religiosas. Tem que ser uma cruzada nacional pela justiça previdenciária e diminuição da desigualdade. Essa campanha busca isso”, comentou o vice-líder do governo.

Para o economista e cientista político Paulo Tafner, a reforma da Previdência é necessária porque o Brasil tem despesas muito altas no setor. “O Brasil gasta aproximadamente 12% do PIB com Previdência e Assistência Social. Esse é um número muito alto quando comparado com os demais países do mundo.”

Mudanças no texto

Em meio às discussões sobre a reforma da Previdência, o governo Federal busca com mais intensidade o apoio de parlamentares para aprovar a matéria.

A intenção da equipe do presidente Michel Temer é fazer mais uma mudança no texto. O relator da reforma na Câmara, deputado Federal Arthur Maia (PPS-BA), já sinalizou que dois itens que podem ser alterados. Um dos novos pontos pretende incluir os servidores que entraram no serviço público antes de 2003 nas regras de transição. A outra mudança deve ser em torno do acúmulo de benefícios.

As regras que tratam das aposentadorias rurais e do Benefício da Prestação Continuada (BPC) não serão incluídas na reforma. Ou seja, o modelo para esse tipo de benefício vai permanecer como está.

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