Exonerado a pedido, situação de Breno estava insustentável (ouçam áudios)

0
1461

Exonerado ontem, “a pedido”, segundo o Diário Oficial da Prefeitura de Porto Velho, o advogado Breno Mendes era um dos pilares da gestão Hildon Chaves desde o primeiro dia. Em junho de 2016, após intenso desgaste para o prefeito, foi exonerado da chefia de gabinete por denúncias de assédio, autoritarismo e persistente confronto com secretários e vereadores. Se ele era um dos pilares da gestão, não é preciso muito para imaginar o que corre nos bastidores.

Escolhido pelo prefeito para comandar a EMDUR, depois da exoneração do advogado Jucelino Amaral, Breno Mendes demonstrou certa aptidão para operar a principal autarquia do município. Mas era tudo fachada. Decidido a aproveitar a oportunidade de alta visibilidade que o cargo proporcionara, ele aproveitou para reposicionar sua atuação considerando, especialmente, a pré-candidatura a deputado estadual, admitida em todas as rodas mas, claro, negada oficialmente. Sua excessiva manifestação por redes sociais e de todas as formas, demonstrava claramente mais que o atendimento às demandas da população, notório interesse político.

Conforme informação da executiva do PSDB, Breno Mendes pediu sua desfiliação partidária para aninhar-se no PSD, comandado pelo seu chefe político, o ex-senador Expedito Júnior, que também negou esta informação. Aliás, virou rotina obter declarações e informações que são negadas posteriormente, colocando a mídia como vilã dos desentendimentos. Diversas conversas em grupos de Whatsapp, com prints de telas e áudios, comprovam que o advogado estava utilizando seu cargo para oferecer benefícios a lideranças de bairros, em troca de “parceria”, codinome para o apoio político à sua pré-candidatura.


Chegou a mobilizar e obter de secretários da prefeitura, nacos de produtos e serviços públicos, que foram oferecidos diretamente aos seus grupos de interesse. Isso incluiu toneladas de asfalto e até a instalação de pontos de recarga do cartão SIM, do transporte coletivo do município. Um espanto! E tudo isso escancarado publicamente através de redes sociais, e expondo com audácia a quebra do rito legal para a ocupação de cargos públicos, como a impessoalidade, a legalidade e a moralidade. Parece que o advogado faltou à estas aulas fundamentais da administração pública.

Além desses abusos, Breno Mendes articulou a oferta de centenas de vagas de trabalho, da empresa subcontratada pela prefeitura, para instalar e operar um sistema de vigilância por câmeras, um negócio de mais de R$ 30 milhões. A empresa contratada é a mesma que serve a prefeitura de Manaus. O prefeito de Manaus é um dos fundadores do PSDB.

  1. Áudio que Breno faz referência à recarga do SIM:
  2. Audio asfalto:
Facebook Comments