EXCLUSIVO: Rodrigo Maia lança-se à presidência e põe Marcos Rogério no topo em Rondônia

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Por José Armando Bueno

Rodrigo Maia, o cuidadoso e hábil presidente da Câmara Federal, do DEM, acaba de lançar sua candidatura à presidência da República, e vai consagrar o lançamento neste sábado (13) nos Estados Unidos, aonde cumpre agenda estratégica inequivocamente bem articulada. Essa movimentação inesperada terá impactos sensíveis no tabuleiro político de Rondônia, com fortes desdobramentos nas composições para as eleições 2018. Agora, o deputado federal Marcos Rogério sobe ao topo da cadeia alimentar da política rondoniense. É o que você vai ver neste Blog. 

MAIA, O PRESIDENTE  |  O palco iluminado do lançamento do deputado Rodrigo Maia à presidência da República será em Washington e Nova York, aonde terá encontros com o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), o português Antonio Guterres, dará entrevista para o jornal The Washington Post, e deve incluir um jantar com jornalistas e diplomatas. Depois, seguirá para Cancún, para um fórum econômico. Na volta a Brasília, ele poderá assumir a Presidência, caso Michel Temer mantenha a ida ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Suas condições de saúde estão precárias e isto, hoje, é o que pesa na decisão.

RÁPIDO NO GATILHO  |  Maia, rápido no gatilho, já alinhavou conversas com o PP e Solidariedade, iniciou o namoro quase noivado com o PSD, PR e PRB, e também avança na articulação com o PSDB e MDB, o que vai provocar o desmonte da candidatura de Henrique Meirelles, tido como um oportunista até no seu círculo mais próximo. Inclusive Aécio Neves já se antecipou e telefonou hoje para Maia, para elogiar sua posição independente na entrevista exclusiva concedida ao O Globo ontem (9). Mais habilidade impossível, e certamente o poder gravitacional do presidente da Câmara vai implodir outras conversas e negociações já entabuladas para as eleições. Isso inclui Rondônia, aonde o veloz deputado federal Marcos Rogério (DEM-RO), que estava pressionado de todos os lados, ganha os holofotes e, certamente, sobe para o topo na formação dos blocos regionais para 2018.

TABULEIRO MEXIDO  |  Sim, o deputado Marcos Rogério estava acuado nas negociações, porque seus movimentos foram barrados aqui e acolá. A silenciosa articulação do ex-governador José Bianco, para atrair o prefeitão Jesualdo Pires, foi desmontada pelo seu PSB (leia-se Mauro Nazif), que viu nesse movimento um perigo para a independência de Jesualdo, que poderia levar seu inegável capital eleitoral para as hostes sedentas dos Democratas. Mas por outro lado, o próprio Nazif vê risco na eventual candidatura do prefeitão de Ji-Paraná para o Câmara Federal. Agora, com Maia lançando sua pré-candidatura, e Marcos Rogério buscando apoios estratégicos dentre siglas com forte impacto no tabuleiro de Rondônia, o quadro mudou.

O QUARTO BLOCO  |  Três blocos já estão delineados para as disputas bem duras em Rondônia, hoje encabeçadas mas não definitivas por Maurão de Carvalho com o MDB, Acir Gurgacz com o PDT e Daniel Pereira com o PSB. O quarto bloco em formação é agora, indubitavelmente, do DEM, que pode atrair partidos e candidatos neste momento de alta voltagem, na preparação das grandes mudanças da janela partidária de março. Verdade seja dita, o DEM não é um partido desarticulado para tais pretensões nacionais, muito menos em Rondônia, aonde Marcos Rogério construiu sua legitimidade e independência de modo inequívoco, inclusive ajudando muito a imagem do nosso estado, que sempre esteve ligado a escândalos de políticos federais fazendo grandes lambanças. Como relator no processo do deputado federal Eduardo Cunha, seu desempenho foi muito além do imaginado, com notável postura e articulação para tratar da sensível situação que o país vivia.

MARCOS ROGÉRIO SENADOR  |  Ainda que seja prematuro qualquer movimento que alcance além deste final de semana, e especulações à parte – que não levam a nada – o deputado Marcos Rogério passa a ter, agora, importante cacife para poder ampliar suas pretensões para uma eventual candidatura ao Senado, em condições de eleger-se. Com o forte enfraquecimento do ex-senador Expedito Júnior e sua persistente indecisão, que não sabe administrar, Marcos Rogério poderá entrar na bola dividida com Confúcio Moura e Valdir Raupp, tornando a disputa algo impensável. Também pode mexer no tabuleiro para o governo do estado, num blocão tão forte que poderá derrubar os tradicionais competidores até agora apontados como preferenciais, inclusive unindo-se a um deles. Cabe ao deputado Marcos Rogério pegar a onda e dar as braçadas que podem levá-lo ao topo na hierarquia da cadeia alimentar da política rondoniense, de modo definitivo. Março promete mais que águas.

Nenhum texto alternativo automático disponível.José Armando Bueno é empreendedor e jornalista, editor de A CAPITAL.

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