DEPOIS DO SUICÍDIO

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Distribuição Gratuita
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Quem se atira no suicídio espera livrar-se dos sofrimentos considerados insuportáveis… Também eu pensei assim. Enganei-me, porém – e sofrimentos milhões de vezes maiores me esperavam dentro do túmulo onde me escondi, pensando escapar às dores do corpo físico. As primeiras horas depois do meu suicídio foram passadas como se eu estivesse dormindo. Meu espírito ficou como que desmaiado. Não ouvia, não sentia coisa alguma a não ser a sensação da morte que acabara de buscar.

Era como se aquele tiro maldito – que até hoje ainda ouço – tivesse esparramado cada uma das células que compunham meu corpo. Pouco a pouco, fui me sentindo acordar. Sentia frio, muito frio. Tremia. Tinha a impressão que minhas roupas eram de gelo e estivessem grudadas na minha pele. Faltava-me o ar.

Sentia um mau cheiro muito grande. Tão grande, que me causava náusea. Sentia uma dor muito aguda na cabeça, partindo do ouvido direito. Levei a mão ao local da dor e percebi o sangue escorrendo do buraco feito pela bala do revólver que usei para o suicídio. O sangue manchou-me as mãos, a roupa, o corpo. E eu nada enxergava…

Devo esclarecer que o motivo que me levou ao suicídio foi a revolta da haver ficado cego. Pensei que o sofrimento da cegueira fosse grande demais. Como eu estava enganado! E, ao acordar na morte, continuava cego! Além de cego, agora estava ferido. Mas eu pensava estar apenas machucado – e não morto! Sim, a vida continuava em mim, como antes do suicídio! Sentindo-me vivo, imaginei que o tiro não havia sido suficiente para me matar.

Acreditei estar num hospital ou em minha casa mas, nada conseguindo ver, era impossível reconhecer o lugar. As dores, a incerteza sobre onde estava e a solidão começaram a me angustiar. Chamei por meus familiares, por amigos – mas o silêncio continuava em torno de mim. Cheio de mau humor gritei por enfermeiros, por médicos que, certamente, estariam por perto. Mas o que ouvi, horas depois, foi um vozerio que começou ao longe e foi se fazendo mais claro, mais próximo.

Era um coro sinistro de vozes confusas e desnorteadas, como uma assembleia de loucos. Estas vozes falavam entre si, não conversavam. Blasfemavam, queixavam- se, lamentavam, uivavam, gritavam, choravam um pranto de horror, suplicavam socorro e piedade. Aterrado, sentia-me ligado, não sei de que forma, àquelas pessoas que gritavam.

Aquelas vozes infundiam-se tão grande pavor, que tentei levantar-me, querendo afastar-me, para não ouvi-las. Mas não conseguia! Parecia possuir raízes que me prendiam no lugar, não poderia soltar-me! Aliás, mesmo que o pudesse, como sair dali, se estava a esvair-me em sangue? Como andar, se estava cego, em lugar que não sabia qual era? Cheio de covardia, pus-me a chorar e, quando chorava, aquele som de loucos parecia fazer estranho coro comigo, como se tivéssemos algo em comum. Inquieto, vaguei pela escuridão procurando a saída.

Tropecei num monte de destroços e me abaixei para examinar, com as mãos, que coisas eram aquelas que estavam à minha frente. Então, ah, meu Deus! Descobri que o montão de destroços era nada menos que a terra de uma sepultura, recentemente fechada! Não sei como, se estava cego pude ver, no meio da escuridão, o que existia em volta. Eu estava num cemitério! A loucura se apoderou de mim. Comecei a gritar, a uivar como um demônio – e agora era eu quem fazia coro aquelas vozes malditas que não se calavam e pareciam se aproximar mais. O que fazia eu num cemitério? Como teria ido pararali ferido, sozinho, fraco e doente? Era verdade que eu tentara me suicidar, mas não havia conseguido. Eu dei o tiro mas estava vivo…

Eu quisera morrer, mas… E, devagar, a consciência me falou coisas que eu não
queria pensar: –“Não quiseste o suicídio? Pois aí o tens…” Como assim? Eu havia conseguido morrer. Acaso não estava ali, vivo e andando?

No entanto, nem havia acabado de fazer estas perguntas, quando me vi a mim próprio! Vi-me como em frente a um espelho: morto, estendido num caixão, já com as carnes apodrecendo no fundo de uma sepultura – justamente aquela sepultura sobre a qual, acabara de tropeçar! Fugi dali, desejando me esconder de mim mesmo, cheio de horror! E, como louco que agora estava, eu corria, tendo sempre à minha frente o corpo apodrecendo, coberto por lesmas nojentas que brigavam entre si, para devorar o corpo que era eu mesmo! Ah, que vontade de morrer! Que vontade de morrer de verdade pois, mesmo querendo me matar, continuava vivo igual antes – ou mais vivo ainda! Aflito e sentindo muitas dores, não encontrava alívio em parte alguma.

E o meu corpo morto me atraía para o túmulo onde se encontrava, como se um imã poderoso me puxasse com força. Era muito grande a atração exercida pelo meu próprio cadáver e, não encontrando lugar algum onde pudesse ao menos descansar, acabei voltando ao local de onde viera: o cemitério… Debrucei-me soluçando sobre a sepultura que guardava meus miseráveis restos, sentindo uma fúria diabólica, compreendendo que me suicidara, que estava sepultado, mas que, apesar disso, continuava vivo e sofrendo mais, muito mais que
antes.

Durante meses, vaguei sem rumo. Ligado à carne que apodrecia, não podia afastar-me dali. Mesmo cego, vi fantasmas perambulando pelo cemitério e, como eu, estavam chorosos e aflitos. Numa das vezes em que ia e vinha tropeçando pelas ruas, ao dobrar uma esquina, deparei com certa multidão – uma porção de individualidades, entre homens e mulheres. Era noite – ou pelo menos eu achava que era, pois estava sempre envolvido pela escuridão da cegueira. Essa multidão era a mesma que vinha me aterrando com seus lamentos,desde que acordei na morte. Tentei recuar, fugir, esconder-me; porém, logo me vi envolvido por aquelas pessoas que uivavam desesperadamente.

Fui levado de roldão puxado, empurrado, arrastado; e era tal a aglomeração, que me perdi dentro dela. Aquele bando de dementes era conduzido por soldados – que agora, conduziam a mim também. A cada momento juntava-se à multidão outro vagabundo, como acontecera comigo que, mesmo querendo, não podia mais se agastar da turba barulhenta.Pensei que estivéssemos sendo levados à prisão. Protestei. Em altas vozes, bradeique não era um criminoso; falei meu nome, enumerei meus títulos e qualidades – mas os guardas, se me ouviam, nem tiveram o trabalho de responder. A caminhada foi longa. O frio era cortante e enregelava a todos. Misturei minhas lágrimas e meus lamentos ao coro de vozes horripilantes,
participando também eu, da triste sinfonia de dor. Caminhamos muito, muito e, finalmente, começamos a entrar por um vale profundo. Cavernas surgiram de um lado e de outro, numa espécie de ruas que eram estreitas passagens entre montanhas. Não se via terra no chão; tudo eram pedras, lamaçais, pântanos e sombras. E descíamos mais por aqueles abismos. Por fim, os soldados fizeram alto e, com eles, estacamos.

Ficamos em silêncio até percebermos que a soldadesca se retirava. Eles se afastavam, abandonando-nos ali! Sem sabermos o que significava aquilo corremos atrás deles, querendo nos retirar também. Mas em vão! Os pântanos, as cavernas, as ruelas eram tantas, que nos perdíamos, pois, para qualquer lado onde olhássemos, para onde nos dirigíssemos, o cenário era sempre o mesmo. Estranho terror se apossou de todos nós.

Os Condenados

Meus companheiros eram pavorosos. Feios, magros, desalinhados, irreconhecíveis até pelos que os amaram na Terra. Era uma assembleia imensa de criaturas disformes; homens e mulheres, cujo único traço comum era a alucinação. Todos trajavam roupas empastadas do lodo das sepulturas, trazendo a fisionomia alterada pelo sofrimento. Imaginai uma localidade, uma povoação envolvida eternamente por densa penumbra gelada, onde se aglomerassem tétricos fantasmas suicidas, erguidos do túmulo! Pois eram assim as criaturas que eu tinha por companheiros – e também eu, já esquecido do meu orgulho, pertencia a tão repugnante massa; também eu era um feio, um alucinado, um pastoso como os demais! Eu via – não sei como, pois estava cego, mas eu conseguia ver e este era um castigo pois, se não visse absolutamente nada, os sofrimentos seriam menores, por não saber o que se passava ao lado.
Eu via, aqui e ali, os companheiros repetindo o gesto suicida! As ânsias do enforcamento, os gestos desesperados por livrar o pescoço arroxeado dos farrapos de cordas ou tiras de pano! E, coisa incrível! Cada um de nós recordando, sem poder esquecer, as cenas pavorosas do momento em que nos matamos, criávamos as cenas dos nossos últimos momentos na Terra. E as cenas criadas por cada um eram vistas por todos os outros, espalhando o horror por toda parte. Assim, víamos aqui e ali, os suicidas balançando em suas cordas; víamos no outro lado, trens rápidos e barulhentos, colhendo o infeliz que se atirava sob suas rodas: as carnes sendo rasgadas e trituradas;os gritos tresloucados de dor, espanto e arrependimento tardio. Era a loucuracoletiva! E, para coroar todos os sofrimentos,havia as penas morais. Ah, estas! Os remorsos, as saudades dos seres amados, avergonha!

O Vale dos Suicidas

E ali me via preso em região do Mundo Invisível, lugar de sofrimentos, lugar de sombras e vales profundos, gargantas tortuosas, cavernas sinistras. Dentro destas cavernas, espíritos que foram homens uivavam feito demônios enfurecidos, devido ao grande sofrimento que os martirizavam. Neste local de aflições não havia um único arvoredo, nem bela paisagem que pudesse distrair a vista torturada. A visão era cansativa pelas ruelas e cavernas onde só existia o supremo Horror!

O que há é o choro convulsivo e inconsolável dos condenados! O que há é o assombroso ranger de dentes, daquela sábia advertência de Jesus! O que há é a blasfêmia do miserável arrependimento a se acusar a cada uma das dolorosas recordações. Há a loucura das consciências chicoteadas pelo remorso! O que há é a raiva envenenada que já não pode chorar, cansado do excesso de lágrimas! O que há é o desapontamento, a surpresa de quem se sente vivo, apesar de haver se matado!

É a revolta, a praga, o insulto, os corações que o monstruoso castigo transformou em feras! O que há é a alma ofendida, tudo envolvido em trevas! É o inferno, na mais horrenda exposição porque, além de tudo, existem cenas de animalidade, prática dos mais baixos instintos as quais, me envergonharia de contar aos meus irmãos, os homens da terra! Quem estaciona ali, como eu estacionei, são grandes personalidades do crime. É a escoria do mundo espiritual – apenas grupos de suicidas que chegam todos os dias vindos da Espanha, Brasil, Portugal e colônias portuguesas da África, infelizes necessitados do auxílio da prece. São os levianos, os irresponsáveis que, fartos da vida, se aventuram ao desconhecido, à procura de esquecimento e alívio, através do suicídio! E eu fiz parte da sinistra multidão aprisionada nesse local pavoroso cuja lembrança, até hoje, me faz sentir repugnância. É bem possível que haja quem duvide da verdade que vai escrita nestas páginas. Dirão que é fantasia. Eu os convido, desejando ardentemente, que não queiram conhecer essa realidade através dos canais do suicídio – canais cheios de trevas, aos quais me expus, eu mesmo.

Às vezes, aconteciam brigas brutais naqueles becos imundos. Sempre irritados por quaisquer motivos, nos atirávamos uns contra os outros, em lutas violentas. Muitas vezes eu próprio me atirava como um selvagem contra os agressores e, como eles, rolava na lama em que pisávamos. A fome, a sede, o frio intenso, a fadiga, a insônia nos martirizavam, como se ainda estivéssemos em nosso corpo de carne. A promiscuidade vergonhosa de espíritos que foram homens e dos que foram mulheres; tempestades constantes e inundações, a lama, o mau cheiro, as sombras eternas, a ansiedade de nos vermos livres de tantos martírios – assim era o panorama que acompanhava os nossos mais dolorosos padecimentos morais. Envolvidos em tão enlouquecedora situação, não havia quem pudesse atingir um só instante de serenidade para se lembrar de Deus e chamar por sua Misericórdia! Não se podia orar, porque a oração é um bem, um descanso, uma esperança; e aos desgraçados suicidas, era impossível atingir tão grande beneficio – o beneficio da prece! E, se não bastasse isso tudo, como se enormes espelhos nos perseguissem, onde víamos sempre aquela cena macabra: o nosso próprio corpo na sepultura, a se decompor sob o ataque dos vermes esfomeados; o trabalho detestável da podridão a seguir seu curso natural de destruição, levando junto nossas carnes,
nossas vísceras, nosso sangue fétido, nosso corpo inteiro consumido num banquete de milhões de vermes famintos – nosso corpo era devorado devagar, sob nossos olhares esbugalhados pelo horror!

O corpo físico, a nossa parte material era destruída aos poucos enquanto nós, seus donos, continuávamos vivos sofrendo e sem podermos morrer também! Oh, castigo, punindo o desgraçado que decidiu insultar a Deus, destruindo, antes da hora, o que só a ELE cabe realizar! Nós estávamos vivos ainda, diante do corpo morto e apodrecido… E doíam em nós, as picadas monstruosas dos vermes! Ficávamos enfurecidos feito loucos, sentindo em nós mesmos o que se passava em nosso corpo no túmulo! E os nossos gritos se reproduziam em ecos ao longo de todo o vale o tempo todo, o tempo todo… Pensávamos estar diante do tribunal do inferno! Sim, aqueles mesmos obsessores que alimentaram em nós, as sugestões para o suicídio, divertiam-se com nossas angústias, fazendo-nos acreditar que eles eram os juízes que iam nos julgar e castigar. Apresentavam-se como seres fantásticos, fantasmas impressionantes, inventando cenas satânicas, com as quais nos castigavam. Submetiam-nos a vexames difíceis de descrever. Obrigavam-nos a torpezas e deboches, fazendo-nos cúmplices de suas infames obscenidades!

Enfim, cada um de nós era morto-vivo em toda a extensão da palavra. E este estado de coisas só poderia ser atenuado quando se acabassem as forças vitais de que éramos portadores.

Os suicidas se demoram no sofrimento o tempo que lhes resta para o final de seu compromisso na terra: dias, meses, anos…

O Socorro

Vez ou outra, uma caravana desconhecida visitava nosso buraco de sombras. Era como uma inspeção de alguma associação caridosa. Vinha à procura daqueles que, entre nós, já havia cumprido, no Vale dos Suicidas, o tempo que deveria ser cumprido na Terra; aqueles que já estavam com os fluidos vitais enfraquecidos pela desintegração total do corpo físico. Estes eram removidos para regiões intermediárias do Invisível. A caravana era composta por Espíritos Superiores. Trajados de branco, caminhavam pelas ruas lamacentas do Vale. Um deles levava à mão direita uma bandeira brilhante, onde estava escrito: LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA. Tais servos eram chefiados por espíritos de aparência respeitável, vestidos de branco e tendo na cabeça um turbante hindu, preso à frente por uma esmeralda, símbolo dos médicos. Eles entravam nas cavernas habitadas e examinavam seus moradores. Curvavam-se junto da lama, levando alguns dos desgraçados tombados. Os que se apresentavam  em condições de serem socorridos eram colocados em macas e levados. Uma voz que não sabíamos de onde vinha guiava os socorristas para este ou aquele lugar onde havia um de nós em condições de ser socorrido. As macas eram levadas para dentro de veículos que pareciam pequenas diligências brancas, puxadas por cavalos também brancos, tão belos que despertariam nossa atenção, caso pudéssemos notar alguma coisa além de nossas desgraças.

Depois de busca cuidadosa pelo Vale dos Suicidas, os visitantes se retiravam enquanto gritávamos por socorro, sentindo-nos desprezados, sem entender o motivo pelo qual deveríamos permanecer mais tempo naquele sofrimento todo. Suplicávamos justiça e compaixão; ficávamos revoltados, exigindo que nos deixassem seguir com os demais. Os caravaneiros não respondiam, nem faziam qualquer gesto para nos atender. Então, o coro hediondo de uivos, os gritos vibravam dolorosamente pelas ruas lamacentas, parecendo que a loucura coletiva havia atacado os presos miseráveis!

E assim ficávamos… Por quanto tempo? Oh, Deus piedoso! Por quanto tempo ainda?

Num dia, senti-me tão profundamente cansado pelas torturas, tão fraco, como que desmaiado. Eu e outros em situação idêntica, incapazes de resistir mais tempo àquela tortura, necessitávamos descansar e esta urgência nos obrigou a ficar nas cavernas úmidas e escuras.

Ali nos achávamos, quando o rumor daquelas carruagens de socorro nos chegou até os ouvidos. Apesar do cansaço que nos invadia, saímos para a rua. As vielas e as praças já estavam superlotadas pelos condenados que, como das outras vezes que éramos visitados por aquela caravana, punham-se a brades mais alto, procurando despertar a atenção dos socorristas. A caravana estacionou na praça imunda. Desceram os enfermeiros e o chefe, iniciando o reconhecimento dos que seriam levados. No ar, aquela voz que não se sabia de onde vinha, chamando os suicidas pelo nome, ou indicando o lugar onde se encontravam os que já haviam cumprido seu tão tenebroso castigo. De súbito, ouvi meu nome! Eu seria libertado!

Entre lágrimas, subi os degraus do veículo indicado. Entrei na carruagem confortável, onde se lia mesmo lema escrito naquela bandeira: LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA. Depois, o estranho comboio se pôs a caminhar e me pus a chorar, ouvindo o coro de blasfêmias, a gritaria desesperadas dos infelizes que ficavam. A cerração cinzenta que contemplei durante tantos anos foi ficando pra trás. Deus misericordioso! Eu estava saindo, finalmente, do Vale dos Suicidas!

Os sofrimentos do escritor português Camilo Castelo Branco não terminam aí. Nem seu relato, de 568 páginas. Isto é um resumo das primeiras 56 paginas do mesmo livro. Aqui, as sentenças estão na ordem direta, fatos na ordem cronológica, palavras de fácil entendimento. Os relatos completos, sem cortes, com palavras do próprio Camilo estão no livro “Memórias de um suicida”, psicografado por Yvone A. Pereira.

“Peço aos que me lerem que acreditem no que digo, sem experimentar. O desastre será irremediável, se fizerem o mesmo que fiz. Aceitem a vida tal como ela é. Aceitem as dores, a cegueira, as deformações, os aleijumes, o desespero, a desgraça, a fome, a desonra, a lama. Tudo, tudo de mau, de injusto que a Terra possa dar são coisas excelentes em comparação ao que terão, no caminho do suicídio.”

Resumo adaptado do livro “Memórias de um Suicida” pela Profª. Cleunice Orlandi de Lima

Jefferson Severino 

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